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São João na Roça
Composição: Luiz Gonzaga & Zé Dantas
A fogueira tá queimando
Em homenagem a São João
O forró já começou
Vamos gente, rapapé neste salão
Dança Joaquim com Isabé
Luiz com Iaiá
Dança Janjão com Raqué
E eu com Sinhá
Traz a cachaça, Mané
Eu quero vê, quero vê páia voar

PULA A FOGUEIRA
autor: João B. Filho
Pula a fogueira Iaiá,
pula a fogueira Ioiô.
Cuidado para não se queimar.
Olha que a fogueira já queimou o meu amor.
Nesta noite de festança
todos caem na dança
alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça
em louvor a São João.
Nesta noite de folguedo
todos brincam sem medo
a soltar seu pistolão.
Morena flor do sertão, quero saber se tu és
dona do meu coração.
às 22h49


Esperança de vida
Uma flor murchou
Uma estrela caiu.
Tempestade passando,
Lavando a alma ferida
Neste instante da vida.
Esperança sofrida
Vida obstruída.
Presente sem sentido,
Futuro obscuro
Vida escondida atrás do muro.
Vento galopante
Noite sem luar.
Vida sem vontade de amar,
Sonhos esquecidos
Neste instante da vida.
Tempestade que passa
Uma flor que renasce.
Sonhos na fantasia da ilusão,
Projetando o amor na esperança
Por para ter a felicidade da vida voltando.
Lucimar Alves
às 03h16


Eu
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
(Florbela Espanca)
às 02h26


Maria Gomes de Oliveira, vulgo Maria Bonita, foi a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros.
Maria Bonita nasceu em 8 de março de 1911 no sítio Malhada da Caiçara, do município de Paulo Afonso na Bahia. Depois de um casamento frustrado, em 1929 tornou-se a mulher de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, conhecido como o "Rei do Cangaço". Continuou morando na fazenda dos pais, mas um ano depois foi chamada por Lampião para fazer efetivamente parte do bando de cangaceiros, com quem viveria por longos oito anos.
Com o cangaceiro, Maria Bonita teve uma filha de nome Expedita e teve também três abortos. Morreu em 28 de julho de 1938, quando foi degolada ainda viva pela polícia armada oficial (conhecida como "volante"), assim como Lampião e outros nove cangaceiros.
8 de Março 98 anos de Maria Bonita
"Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor."
às 01h15



No carnaval ,
Quero tirar a máscara
Me despir da fantasia de palhaço
Que exibo o ano inteiro !
Quero , de cara limpa ,
Cair na folia
Viver a alegria
Dos três dias
Quero esquecer que sou palhaço
De uma sociedade massificada
De valores deturpados
Verdades mascaradas
Sentimentos massacrados
Pessoas manuseadas ...
No carnaval ! ? ...
Quero esquecer tudo isso...
Me abrir em sorriso
Afinal , pelo menos três dias,
Ser feliz é preciso !...
Mena Moreira
23/02/2006
A Mangueira traz os Brasis do Brasil mostrando a formação do povo brasileiro (2009)
Composição: Lequinho, Jr.Fionda, Gílson Bernini e Gusttavo Clarão
Deus me fez assim filho desse chão
Sou povo, sou raça... miscigenação
Mangueira viaja nos brasis dessa nação
O branco aqui chegou
No paraíso se encantou
Ao ver tanta beleza no lugar
Quanta riqueza pra explorar
Índio valente guerreiro
Não se deixou escravizar, lutou...
E um laço de união surgiu
O negro mesmo entregue a própria sorte
Trabalhou com braço forte
Na construção do meu Brasil
É sangue, é suor, religião
Mistura de raças num só coração
Um elo de amor à minha bandeira
Canta a Estação Primeira
Cada lágrima que já rolou
Fertilizou a esperança
Da nossa gente, valeu a pena
De Norte a Sul desse país
Tantos brasis, sagrado celeiro
Crioulo, caboclo, retrato mestiço,
De fato, sou brasileiro!
Sertanejo, caipira, matuto... sonhador
Abraço o meu irmão
Pra reviver a nossa história
Deixar guardado na memória... o seu valor
Sou a cara do povo... Mangueira
Eterna paixão
A voz do samba é verde e rosa
E nem cabe explicação
às 13h40

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